6 - Aceita a Correção

“E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo,
senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça
nos exercitados por ela”. - Paulo. (Hebreus, 12:11).

A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a
breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva,
desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se
de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos
do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da Natureza,
acontece no reino complexo da alma.
A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas,
naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados
de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento,
mas o Homem, campeão da inteligência no Planeta, é livre para
recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será
resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na
maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando
levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito.
Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação
que nos compete aproveitar.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier