157 - Crianças

"Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos..." - Jesus. (Mateus, 18:10).

Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e à vestimenta.
Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação.
Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes
relegam a alma a lamentável abandono.
A .vadiagem na rua fabrica delinqüentes que acabam situados no
cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto
doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em
muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de
evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e
sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da
justiça terrestre.
Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da
natureza animalizada.
Recorda que todos nos achamos em processo de educação e
reeducação, diante do Divino Mestre.
O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura,
todavia, não podemos esquecer "que nem só de pão vive o homem".
Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas
atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez
que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será
condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se
responsabilizará amanhã.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier