92 - Demonstrações do Céu

"Disseram-lhe, pois: que sinal fazes tu para que o vejamos,
e creiamos em ti?" - João, 6:30.

Em todos os tempos, quando alguém na Terra se refere às coisas do
Céu, verdadeira multidão de indagadores se adianta pedindo
demonstrações objetivas das verdades anunciadas.
Assim é que os médiuns modernos são constantemente assediados
pelas exigências de quantos se colocam à procura da vida espiritual.
Esse é vidente e deve dar provas daquilo que identifica.
Aquele escreve em condições supranormais e é constrangido a
fornecer testemunho das fontes de sua inspiração.
Aquele outro materializa os desencarnados e, por isso,
é convocado ao teste público.
Todavia, muita gente se esquece de que todas as criaturas do Senhor
exteriorizam os sinais que lhes dizem respeito.
O mineral é reconhecido pela utilidade.
A árvore é selecionada pelos frutos.
O firmamento espalha mensagens de luz.
A água dá notícias do seu trabalho incessante.
O ar esparge informações, sem palavras, do seu poder na
manutenção da vida.
E entre os homens prevalecem os mesmos imperativos.
Cada irmão de luta é examinado pelas suas características.
O tolo dá-se a conhecer pelas puerilidades.
O entendido revela mostras de prudência.
O melhor demonstra as virtudes que lhe são peculiares.
Desse modo, o aprendiz do Evangelho, ao solicitar revelações do Céu
para a jornada da Terra, não deve olvidar as necessidades de revelar-se
firmemente disposto a caminhar para o Céu.
Houve dia em que a turba vulgar dirigiu-se ao próprio Salvador que a
beneficiava, perguntando:
- "que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?"
Imagina, pois, que se ao Senhor da Vida foi dirigida semelhante interrogativa, que indagação não se fará do Alto a nós outros, toda
vez que rogarmos sinais do Céu, a fim de atendermos ao nosso
simples dever?

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier