151 - Maledicência

"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão,
fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas alei, já não és observador
da lei, mas juiz." - Tiago, 4: 11.

Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das
conversações leais.
A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena
em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande
cuidado no que concerne aos comentários posteriores.
A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e
inutilizar-lhe esforços justos.
O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação. Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria.
Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro
aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionandoo
à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a
distância um do outro, para comentários maliciosos da situação,
agravando a dor das feridas abertas.
"Falar mal", na legítima significação, será render homenagem aos
instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para
ser crítico de suas obras.
Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode
conduzir o discípulo a imensos disparates.
Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice,
mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo
de grandes desventuras íntimas.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier