26 - Obreiro Sem Fé

“... e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tiago, 2:18).

Em todos os lugares, vemos o obreiro sem fé,
espalhando inquietação e desânimo.
Devota-se a determinado empreendimento de caridade e abandonao,
de início, murmurando: –"Para quê? O mundo não presta."
Compromete-se em deveres comuns e, sem qualquer mostra de
persistência, se faz demissionário de obrigações edificantes,
alegando: - “Não nasci para o servilismo desonroso”.
Aproxima-se da fé religiosa, para desfrutar-lhe os benefícios,
entretanto, logo após, relega-a ao esquecimento, asseverando: -
"Tudo isto é mentira e complicação."
Se convidado a posição de evidência, repete o velho estribilho:
- "Não mereço! Sou indigno!..."
Se trazido a testemunhos de humildade, afirma sob manifesta
revolta: - “Quem me ofende assim”?
E transita de situação em situação, entre a lamúria e a indisciplina,
com largo tempo para sentir-se perseguido e desconsiderado.
Em toda parte, é o trabalhador que não termina o serviço por que se
responsabilizou ou o aluno que estuda continuadamente,
sem jamais aprender a lição.
Não te concentres na fé sem obras, que constitui embriaguez
perigosa da alma, todavia, não te consagres à ação, sem fé no Poder
Divino e em teu próprio esforço.
O servidor que confia na Lei da Vida reconhece que todos os
patrimônios e glórias do Universo pertencem a Deus. Em vista disso,
passa no mundo, sob a luz do entusiasmo e da ação no bem
incessante, completando as pequenas e grandes tarefas que lhe
competem, sem enamorar-se de si mesmo na vaidade e sem
escravizar-se às criações de que terá sido venturoso instrumento.
Revelemos a nossa fé, através das nossas obras na felicidade comum
e o Senhor conferirá à nossa vida o indefinível acréscimo de amor e
sabedoria, de beleza e poder.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier