A mentira

Difícil para qualquer ser humano, esquecer o tamanho
do estrago que faz uma mentira.
Até que ponto, alguém consegue friamente dormir e acordar na incerteza de que tem ao lado alguém que sofre e vive de sonhos e saudades de outra pessoa?
Uma vez quebrado o pacto, a fidelidade, o carinho e o respeito, prevalecerá a dúvida; afinal loucuras foram feitas e o relacionamento foi tratado com descaso, sem cuidados, sem pesos nem medidas e, uma vez renegado e substituído de forma insana e irracional, sem a preocupação de pelo menos conhecer o dia a dia, da (o) outra (o), para ter a certeza de que valeria a pena, destruir é algo que não se supera de um dia para o outro, às vezes, jamais se superará.
Não há amor que seja tão incondicional que se sujeite a novas mentiras e traições e sempre haverá duvidas, até que se prove de fato o contrário...
mas, aí, já foi destruída a auto-estima de quem foi traído.
Sumir temporariamente, sem dar explicações, e depois retornar, torna-se uma faca de dois gumes, pois de onde virá a certeza de que não se "escolheu"  retornar, apenas por acomodação ou para dar tempo ao tempo?
Onde fica a responsabilidade de cada personagem da história se valeu apenas dor, sofrimento e destruição para só uma das partes?
Qual dos amores foi ou é o amor verdadeiro?
Quem está sendo mais traído nestas alturas?
Porque mentir pra si próprio para contornar uma situação que
nem mal resolvida foi, é trair a si próprio.   
A mentira de dose em dose, pode ser um veneno pior que a bebida de gole
em gole e, assim sendo, não há FUTURO, pois quando o homem não tem a consciência de que a mentira também é uma forma de traição e a traição,
seja ela qual for, é corrosiva, deve existir a necessidade de provocar no "malfeitor", no mínimo, a ressaca moral.
Será que vale a pena apostar novamente numa relação baseada em mentiras?