Aceitando as bênçãos

Aceitando a si mesmo

Quando você ganhar, comemore: celebrar uma conquista é um importante um rito de passagem. Esta vitória custou momentos difíceis, noites de dúvidas, intermináveis dias de espera. Desde os tempos antigos, alegrar-se com um triunfo faz parte do próprio ritual da vida.
A comemoração marca o final de uma etapa, embora
- por incrível que pareça - muita gente recusa-se a isso, por medo de decepção, de atrair "mau-olhado", etc. Quem age assim, não se beneficia do melhor presente que a vitória nos dá: confiança.
Devemos, sempre que possível, comemorar hoje as pequenas vitórias de ontem, por mais insignificantes que pareçam. Amanhã, uma nova luta se aproxima, e irá exigir nossa atenção e esforço: a lembrança de uma um êxito nos faz mais fortes para a próxima batalha.
A seguir, algumas pequenas histórias a respeito.

Aceitando que merece o melhor

O famoso pianista Arthur Rubinstein (1866-1982) atrasou-se para um almoço num importante restaurante
de New York. Seus amigos começaram a ficar preocupados - mas Rubinstein finalmente apareceu, ao lado de uma loura espetacular, com um terço de sua idade.
Conhecido por seu pão-durismo, nesta tarde ele pediu os pratos mais caros, os vinhos mais raros e sofisticados. No final, pagou a conta com um sorriso nos lábios.
- Sei que vocês devem estar estranhando - disse Rubinstein. - Mas hoje fui ao advogado fazer meu testamento. Dei uma boa quantia para minha filha, para meus parentes, fiz generosas doações para obras de caridade. De repente, me dei conta que eu não estava incluído no meu testamento: era tudo dos outros!
A partir daí, resolvi me tratar com mais generosidade.

Aceitando que merece o presente

A jornalista Belisa Ribeiro estava colocando a maquiagem para ir a uma festa, quando parou o que estava fazendo, e se olhou no espelho.
- Eis como me vi - conta ela.
- Tentava equilibrar nas mãos o batom, o delineador, o blush, o rímel. Fiquei pensando: por que estou agindo assim? Por que seguro tantas coisas, se só posso usar uma delas de cada vez?
Coloquei tudo na penteadeira, e recomecei de novo. Procurei me lembrar de tantas vezes na minha vida em que agi deste modo - vivendo um momento e pensando em outro, ficando estressada com coisas que tinham dia e hora certos para serem vividas. A partir daquele momento, eu prometi que cada minuto de minha vida teria sua própria benção, e eu estaria completamente concentrada nela.

Aceitando que merece os dons

Durante uma palestra na Austrália, uma jovem se aproxima. “Quero lhe contar algo”, me diz.
Sempre acreditei que tinha o Dom da cura, mas nunca tive coragem de utilizá-lo com ninguém. Um dia, meu marido estava com muita dor na perna esquerda; não havia ninguém por perto para ajudar, e resolvi - morrendo de vergonha – colocar minhas mãos sobre
sua perna e pedir que a dor fosse embora.
Agi sem acreditar que seria capaz de ajudá-lo.
De repente, escutei-o rezando: - Permite, Senhor, que minha mulher seja mensageira da Tua luz, de Tua força - dizia ele. Minha mão começou a esquentar, e as dores logo passaram. Depois perguntei por que havia rezado daquela maneira. Ele respondeu que não lembrava ter dito nada. Mas hoje sou capaz de curar, porque ele acreditou que era possível.