Ah! Se eu pudesse...

Se eu pudesse te dizer tantas coisas que meu coração sente....
Que minha alma e meu corpo respondem...
Aos momentos de amor que vivemos...
O silêncio dos seus olhos quando me fitavam...
Quando fitavam as estrelas, eu sabia o que você buscava
em cada uma delas: buscava a esperança!
Buscava algo que o fizesse ficar mais tempo aqui!
Quando você silenciava, eu tinha a certeza de que tudo
que eu dissesse, você não me escutaria...
Eu sentia, nas tuas carícias, um toque amargo de despedida,
de um adeus dolorido...
Eu te contava histórias com tua cabeça deitada em meu colo,
tentando amenizar as tuas dores...físicas e espirituais!
As espirituais eu conseguia...
muitas vezes conseguia, com minha fé e orações,
acalmar seu coração atemorizado pelo grande medo
que você sempre teve da morte.
Mas as dores físicas, nem eu nem os médicos da Terra,
conseguíamos mais aplacar!
E se eu, naqueles momentos, pudesse te dizer o quanto me
doía o seu martírio e o seu sofrimento, que mais pareciam
chagas abertas em meu peito, que nunca cicatrizaram...
e nem cicatrizarão!
Porque as marcas foram muito profundas... intensas...
Mas hoje sei que você me ouve, me compreende,
através dos sorrisos dos nossos netinhos, lindos!
Através do meu coração sempre dorido e solitário...
seja em qualquer idioma que eu te fale, sei que você
consegue me ouvir, consegue entender o quanto é dura
a vida para mim, sozinha... aqui sem ti, meu doce amor!


Vitoria E.E.Santo