Amar, simplesmente amar

Será que nós já aprendemos a amar de verdade?
Será que já somos capazes de amar pelo menos os nossos amigos?
Ainda não. Ainda não aprendemos a diferenciar o amor verdadeiro da posse.
Mesmo aquele sublime amor de mãe, ainda é condicionado a uma troca,
ou seja, nós, pais, esperamos que o amor que damos aos nossos filhos,
volte em forma de boas notas na escola, boa educação, carinho
e outras cobranças que costumamos fazer.
Já ouviu aquele famoso "Eu faço tudo por você" ?
Se amor de mãe e pai tem cobrança,
imagine o amor por uma pessoa que não é nosso parente?
O amor que estamos acostumados é aquele que toma posse das pessoas
e até as crises de ciúme que continuam destruindo os relacionamentos,
nós aceitamos naturalmente.
Ora, quem ama deveria sempre desejar o melhor para o parceiro, estar sempre disposto a perdoar, ajudar, compreender, e principalmente, confiar.
Tenho assistido diariamente à uma crise de confiança e de confusões.
Pessoas estão se entregando a "paixões relâmpagos", paixões de chat que não
duram sete dias, paixões de escritório que afetam mais a carne que a alma.
E assim caminha a humanidade, cada um buscando uma fórmula de fugir
da solidão, usando o egoísmo para prender as pessoas ao seu lado.
O amor que deve ser liberdade, acaba virando uma prisão.
O amor que deve ser alegria, acaba em choro e desespero.
O amor que deve ser vida, acaba em morte, em tragédias horríveis.
Tudo isso por causa da nossa incapacidade de amar, pelo nosso egoísmo que, até quando diz que faz tudo pela pessoa amada, na verdade está é fechando o cerco em cima dessa pessoa, tentando prendê-la a um costume, a uma situação.
É preciso aprender a amar, amar sem regras, sem condições, sem esperar nada em troca. A melhor maneira de praticar é com aqueles que amamos, nossos familiares e amigos. Buscar a compreensão dos fatos, das atitudes das pessoas, aprender que cada ser humano é um ser especial com características próprias, com sonhos e desejos diferentes dos nossos. E essa diferença, essa possibilidade de aprendermos com os nossos "diferentes" é que tornam a vida tão interessante e maravilhosa.
Se você acredita que não consegue viver sem alguém, isso não é amor, é posse.
Se você precisa controlar os horários, os locais onde
a pessoa amada esteve, isso não é amor, é paranóia.
Se você tem que abandonar algum sonho por uma pessoa,
isso não é amor, é humilhação.
Se você tem que passar por situações que te deixam com vergonha
dos outros, isso não é amor, é submissão.
Se você não se ama, não é capaz de amar ninguém, no máximo consegue "dominar alguém" e dominar não é amor é "escravidão", tome consciência
de que ela já foi banida do planeta há algum tempo.
Ame-se. Valorize-se.
Goste-se, goste do seu cheiro, procure as suas qualidades, exiba os seus dons,
seja simples, fale a verdade, não queira ser o que você não é, seja simplesmente você porque você é uma pessoa maravilhosa, do jeitinho que você é.
Acredite nisso e seja feliz!