Ciúme

Ciúme é comparação.
E fomos ensinados a comparar, fomos condicionados a comparar, comparar sempre.
Alguém possui uma casa melhor, alguém tem um corpo mais bonito, alguém tem mais dinheiro, alguém possui uma personalidade mais carismática.
Compare, continue comparando a si mesmo com todo mundo que você encontrar, e o resultado será um grande ciúme; esse é o sub produto do condicionamento da comparação.
De outra maneira, se você deixa de comparar, o ciúme desaparece. Assim você simplesmente sabe que você é você e ninguém mais, e que não há nenhuma necessidade de ser outro alguém.
É bom que você não se compare com as árvores, senão você começaria a se sentir muito ciumento: porque você não é verde? E porque Deus tem sido tão duro com você – e nenhuma flor?
É melhor você não se comparar com os pássaros, com os rios, com as montanhas; do contrário você irá sofrer. Você só se compara com os seres humanos, porque você foi condicionado a só se comparar com os seres humanos; você não se compara com os pavões e com os papagaios.
Senão seu ciúme seria bem maior; você estaria tão sobrecarregado de ciúmes que você não
seria capaz de viver de maneira nenhuma.
A comparação é uma atitude muito tola, porque cada pessoa é única e incomparável.
Uma vez que esse entendimento se estabelece em você, o ciúme desaparece.
Cada um é único e incomparável.
Você é apenas você mesmo:
ninguém nunca foi como você e ninguém nunca será como você.
E você também não precisa ser nenhum outro.
Deus cria somente originais... 

Osho