Como as pessoas arruinam suas vidas

Compreenda que a vida não é uma linha reta.
A vida não é um conjunto de etapas marcadas no tempo.
Não há problema se você não terminar a faculdade, caso encontrar um trabalho
que te sustente, tiver uma família, ganhar dinheiro e viver confortavelmente
quando tiver essa idade ou aquela idade.
Não há problema se for o seu caso, desde que compreenda que se não for casado
aos 25, ou Vice Presidente aos 30 – ou feliz, o que realmente importa –
o mundo não irá te condenar. Você tem permissão para voltar atrás.
Tem permissão para descobrir o que te dá inspiração.
Ainda há tempo, e penso que nos esquecemos disso muitas vezes.
Escolhemos um curso logo que terminamos o secundário porque o adequado
a se fazer é irmos diretamente para a universidade.
Escolhemos um emprego logo após a universidade, mesmo que não seja a nossa paixão, porque investimos tempo nele. Vamos para esse emprego todas as manhãs porque sentimos a necessidade de nos sustentarmos abundantemente.
Damos o próximo passo, e o próximo, e o próximo, pensando que estamos preenchendo alguma lista de tarefas para a vida e um dia acordamos depressivos.
Acordamos estressados. Sentimo-nos pressionados e não sabemos porquê.

É assim que você arruína a vida:

1. Escolhendo a pessoa errada.

O que será esta necessidade de apressar as nossas relações? Porque estamos tão apaixonados pela ideia de ser de alguém, ao invés de ser alguém em primeiro lugar? Acredite em mim quando digo que um amor alimentado pela conveniência, um amor que floresce pela necessidade de dormir ao lado de alguém, um amor que satisfaz a nossa necessidade de atenção, invés da paixão, é um amor que não te vai
inspirar às 6 da manhã, quando pensar no assunto e o adaptar.
Esforce-se pela descoberta de amor fundamental, o tipo de relação que te motiva a ser um homem ou mulher melhor, o tipo de intimidade que é rara. “Mas eu não quero ficar sozinho!” exclamamos frequentemente. Estar sozinho. Comer sozinho, ir a encontros consigo, dormir sozinho. No meio deste processo você vai aprender sobre si próprio. Você vai crescer, vai descobrir o que te inspira, vai curar os seus sonhos, as suas crenças, a sua clareza deslumbrante e quando conhecer a pessoa que faz as suas células dançarem, vai ter a certeza disso, porque tem a certeza de si próprio.
Tenha paciência. Por favor, eu te peço que tenha paciência, que lute por isso, ou para fazer um esforço se já o tiver encontrado, porque é o sentimento mais bonito
que o seu coração vai experimentar.

2. Deixando o teu passado governar.
É comum que certas coisas da vida aconteçam com você. Vai haver desgostos, confusão, dias em que você sente que não é especial ou que vale a pena. Existem momentos que vão permanecer com você, palavras que vão colar. Você não pode deixar que isso te defina, eles foram simples momentos, simples palavras.
Se você permitir que qualquer evento negativo na sua vida mude a visão que tem de
si próprio, você vai olhar para o mundo à sua volta com negativismo.
Vai perder oportunidades porque não conseguiu aquela promoção há cinco anos atrás, convencendo a si mesmo de que foi um estúpido. Vai perder afeto porque assume que o seu antigo amor te abandonou porque não era suficientemente bom e agora não acredita no homem ou mulher que te estimulam a acreditar que você é. Isto é um ciclo, profecia do auto-preenchimento. Se não permitir a si próprio ultrapassar aquilo que já passou, o que foi dito, o que ficou para trás, vai olhar para o teu futuro com essa lente e nada vai ser capaz de quebrar esse julgamento. Vai continuar justificando, revivendo
e alimentando a percepção que deveria ter existido em primeiro lugar.

3. Se comparando com os outros.
A quantidade de seguidores que você tem no Instagram não decresce ou aumenta
o seu valor. A quantidade de dinheiro na sua conta bancária não irá influenciar
a sua compaixão, sua inteligência ou a sua felicidade.
A pessoa que tem duas vezes mais posses do que você não tem o dobro da benção,
ou o dobro do mérito. Somos influenciados por aquilo que os nossos amigos gostam, quem os nossos mais próximos estão perseguindo e, no final do dia, isto não só arruína as nossas vidas, como também nos arruína a nós.
Gera dentro de nós esta necessidade de nos sentirmos importantes e,
em muitos casos, passamos por cima dos outros para o alcançar.

4. Quando você deixa de sentir.
Todos temos medo de dizer demasiado, de sentir profundamente, de deixar que as pessoas saibam o que elas significam para nós. Preocupação não é sinônimo de loucura.
Dizer a alguém o quão especial ela é para você, vai te tornar vulnerável.
Não há como negá-lo. No entanto, não é nada para se sentir envergonhado.
Existe algo belo, de cortar a respiração, nos momentos de pequena magia que ocorrem quando vcê se despe e é honesto com aqueles que são importantes para você.
Deixe que aquela garota saiba que ela te inspira.
Diz a sua mãe que a amas, em frente dos seus amigos.
Expresse-se, expresse-se, expresse-se.
Abra-se, não se endureça para o mundo e seja arrojado com quem você ama.
Existe coragem nisso.

5. Quando você apenas tolera a vida.
No final do dia, você devia sentir-se excitado por estar vivo.
Quando se contenta com algo menor do que o que deseja profundamente,
destrói a possibilidade que vive dentro de você e, dessa maneira,
engana tanto a si próprio como ao mundo do seu potencial.
O próximo Michelangelo pode estar sentado atrás de um Macbook, preenchendo
uma fatura para clipes de papel, porque isso paga as contas, ou porque é confortável ou porque pode tolerá-lo. Não deixes que isto aconteça contigo.
Não arruínes a tua vida desta maneira.
Vida e trabalho, vida e amor não são independentes uns dos outros.
Eles estão ligados intrinsecamente.
Temos que lutar para fazer um trabalho extraordinário, temos que lutar para
encontrar um amor extraordinário. Apenas assim iremos entrar numa
extraordinária e abençoada vida.