Corações orgulhosos

"A humildade faz o homem capaz de Deus" – S. Tomás de Aquino

Ah! Corações orgulhosos, cheios de ranço e rancor, que andam espalhados pelos quatro cantos do Planeta, como se fossem ervas daninhas crescendo entre belas flores, ou como o joio que se mistura ao trigo, e é tão difícil de distinguir quem é quem antes do crescimento.
Disfarçam-se de amigos e são os piores inimigos.
Fingem-se de cordeiros e são hienas prontas para dar o bote.
Vestem belas roupas, se perfumam, mas são podres na alma.
Corações orgulhosos que constróem pontes para o mal, levantam intrigas
e passam por cima de todos os sentimentos, da dignidade, das pessoas.
O coração orgulhoso é como chaga que queima permanentemente,
é o amargor da alma, a ferida que não seca.
Pobre de quem conserva um coração assim.
Sofre levando dor, recebe em troca as mais duras penas que a vida pode reservar, as piores doenças, incompreensão e solidão.
Corações orgulhosos não se quebram facilmente, nem cedem
um milímetro, mesmo diante da exposição dos erros, mesmo diante
da compreensão do engano.
Os corações orgulhosos sempre trazem uma resposta para
continuar sua amarga jornada.
Não conseguem enxergar além das próprias vestes, pois reconhecem em si mesmos, o melhor de tudo, o símbolo da perfeição; por isso, resmungam tanto, por isso reclamam demais, cobram além das medidas, torcem o nariz para a cor ou a religião das pessoas, desconfiam de tudo, pois não têm capacidade para viver o bem e confiar em quem quer que seja.
Corações orgulhosos só são vencidos pelos extremos: pelo amor que seja maior que a sua cegueira, ou pela dor, que lhe tira até a dignidade;
em ambos os casos, o sofrimento maior do coração orgulhoso,
é reconhecer que a vida só caminha com o equilíbrio das emoções, que não
há quem viva bem somente usando a razão, nem quem consiga
se manter, vivendo apenas da emoção.
"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus." (Mateus 5:3).

Paulo Roberto Gaefke