Despedida

Saboreie cada verso que lês...
Pois estes serão os últimos !
O último a ter subscrito nas entrelinhas
A sombra do teu nome...

Leia-o devagar...
Para que sua alma possa
sentir o peso da negação
O dissolver das teias a que me atei...
O despertar do meu amor próprio...

A pedra de gelo que
me envolvia fundiu-se...
Assim como as estalactites que
um dia cravaste no meu corpo!
Toda sua frieza transformou-se
em uma poça d’água aos meus pés
Que neste momento
escorre por entre as pedras...

Despeço-me agora de ti
Deixando-lhe apenas o sangue
Que serviu-me de grafita nesta escrita
De palavras que não mais terás...

Kitana