Diabetes

O diabetes é uma doença crônica grave que, se não for bem controlada,
pode provocar complicações sérias e até levar à morte.
Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que pelo menos
170 milhões de pessoas sofrem da doença atualmente.
Em 2025, este número deverá atingir 300 milhões de pessoas.
No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes
e metade delas desconhece sua condição.
Os números são alarmantes, mas a boa notícia é que o diabetes tem
sido alvo a cada ano de novas pesquisas e terapias que auxiliam
no melhor controle da doença.
Um dos mais recentes medicamentos disponíveis no País
é o Glucovance, lançado pela Merck Brasil.
Ao reunir, num só comprimido, duas substâncias já amplamente utilizadas
para o controle da doença, a metformina e a glibenclamida, Glucovance
passou em pouco tempo a ser o segundo antidiabético
oral mais prescrito pelos endocrinologistas.
O sucesso do lançamento, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, onde Glucovance recebeu, em 2003, mais de 20 milhões de prescrições, deve-se à sua eficácia na redução das glicemias e ao seu custo mais acessível.
Por se tratar de uma doença crônica, a relação custo - benefício é levada
em conta por médicos e pacientes na escolha de uma terapia.
Além disso, o diabetes geralmente está associado
a outras doenças como colesterol elevado ou hipertensão, o que obriga
os pacientes a usarem vários medicamentos simultaneamente,
processo conhecido como polifarmácia.
Ao unir duas substâncias em uma, Glucovance reduz significativamente o número de comprimidos ingeridos diariamente por estes pacientes.
Um estudo desenvolvido no Brasil com a droga pela Dra. Marília Brito Gomes, professora doutora da Disciplina de Diabetes e Metabologia da UERJ, e equipe, envolvendo 733 pacientes portadores de diabetes tipo 2, indicou que o grupo que utilizou Glucovance apresentou menores índices de glicemia de jejum, glicemia pós-prandial (após as refeições) e glicemia capilar.
“O novo medicamento tem se mostrado bastante eficaz no tratamento do diabetes, ao combinar duas drogas que atuam em sinergia no organismo, promovendo uma queda significativa nos níveis de glicemia. Na medida em que se apresentam soluções eficientes e mais econômicas, o trabalho do médico é facilitado na hora da prescrição e observa-se uma melhora
da adesão dos pacientes ao tratamento”, comenta a Dra. Marília.
Pesquisas realizadas no Exterior confirmam a adesão dos pacientes ao tratamento com Glucovance. O estudo Melikian acompanhou um grupo de portadores de diabetes. Os que utilizavam as duas substâncias isoladamente apresentaram uma adesão de 54% contra um índice de 77% de adesão para os que usaram o Glucovance, um alívio para a classe médica, sempre preocupada com o aspecto da adesão ao tratamento, especialmente se considerarmos
outro estudo internacional de ampla repercussão.
Na Escócia, observou-se que, entre cerca de 3 mil pacientes com diabetes
tipo 2, 87% deles não seguiam corretamente as recomendações dos médicos
e, de cada 7 dias de tratamento, dois eram dias de “férias” da medicação, trazendo sérios riscos aos doentes.

Conheça o Diabetes

Sede excessiva, urinar constantemente, cansaço nas pernas, visão turva, infecções genitais e emagrecimento brusco são sintomas do diabetes.
A doença é decorrente de uma falha do pâncreas em produzir insulina
e/ou resistência à ação da insulina, o hormônio responsável por transportar
a glicose para as células. É esse processo que leva a energia dos alimentos
para todo o organismo.
Com a ausência ou baixa quantidade de insulina, o nível de glicose na corrente sangüínea fica acima do normal. O índice aceitável é de 70 a 100 mg/dl
em jejum, segundo a Associação Americana de Diabetes.
Existem dois tipos de diabetes:
O tipo 1, conhecido como juvenil, atinge geralmente crianças, adolescentes e pessoas com menos de 30 anos. O organismo dessas pessoas deixa de produzir insulina e elas precisam tomar doses diárias do hormônio por meio de injeções.
O tipo 2 é mais comum e normalmente atinge pessoas a partir dos 40 anos, em geral sedentárias, obesas, hipertensas ou com histórico da doença na família.
O organismo dessas pessoas inicialmente apresenta uma resistência dos tecidos à ação da insulina, sendo que posteriormente também terá a diminuição progressiva da produção de insulina. Esse grupo pode controlar o diabetes sem a necessidade de insulina, mas é necessário fazer dieta, praticar exercícios regularmente e usar antidiabéticos orais.
A doença não tem cura, mas os recursos da Medicina, aliados à adoção de hábitos saudáveis, são capazes de garantir qualidade de vida a seus portadores, reduzindo-se as possíveis complicações decorrentes da doença: problemas cardiovasculares e renais, cegueira, ulcerações nas pernas e nos pés, e até amputações, entre outras.
O diagnóstico precoce, a prevenção de fatores de risco,
o automonitoramento das glicemias e o acompanhamento médico são fundamentais para manter esta verdadeira “pandemia” sob controle.

Fonte: Saúde News Journal – www.saudenews.com