Em busca...

Te procuro na madrugada
e de tão cansada
acabo por desistir
e tristemente vou dormir.
Onde estavas que não te vi,
com quem falavas que não te ouvi?
Foi o teu silêncio que me adormeceu,
a tua distância que me doeu.
O injusto é que tu podes me ver,
acompanhas meus passos
do raiar do dia até o anoitecer.
Sabes dos meus sentimentos
e vigias meus movimentos.
No entanto, à minha vida não tens acesso,
por isso nem te peço
que pare de me rondar
afinal o que me é importante
em lugar algum vais encontrar.
Fique com a minha poesia,
aprecie minha imagem todo dia
e vá curtindo a melancolia
de ser e não existir,
de querer e não possuir.

Silvana Duboc