Expectativas?
Não mais...

Quando eu tinha sete anos, ouvi da mãe de uma amiga
que "ela não esperasse nada dos outros e, assim,
qualquer atitude positiva seria uma surpresa boa".
Eu não sabia, mas aquela seria uma das coisas
mais importantes e sensatas que ensinariam pra mim.
Se eu aprendi? Não.
Venho quebrando a cara desde os sete anos.
É, começou cedo.
Quase quatro décadas depois, eu entendo perfeitamente
a importância dessa mensagem, mas como é difícil
colocar em prática...
"Tu te tornas eternamente desapontado pelas
expectativas que cultivas." já dizia alguém...
Somos realmente responsáveis pelos nossos
desapontamentos, resignações e corações partidos.
Temos parcela de culpa, pois desejamos o que o outro
talvez não esteja apto a nos oferecer.
Seja por falta de vontade, ou por não possuir.
E o que fazer com essa frustração?
Aprender, oras.
Não é que a gente vá perder a esperança no mundo,
mas a gente vai passar a ter mais cuidado.
Cuidado com nós mesmos, com nossos sentimentos
e com nosso maior bem: a paz de espírito.
Esperar menos ou - se possível - não esperar nada,
é pré requisito para uma vida com menos desapontamentos.
Aliás, viver sem idealizações e com mais pé no chão
poderia, enfim, ser ensinado na alfabetização...
Ainda dá tempo para a próxima geração.

Stéphanie Waknin