Feliz Dia das Mães

"E minto ao coração covarde que com a chuva tu
virás... cedo ou tarde... mas que virás ainda"...

(Li isso em um grafite, num muro qualquer em Porto Alegre.)

E, especialmente hoje, me lembro das Mães que esperam,
com seus corações nada covardes, que os filhos voltem...
Que volte o filho que se perdeu na desumana guerra do trânsito...
Que volte o filho que se perdeu na suja batalha das drogas...
Que volte o filho que se perdeu na intolerância do coração...
Que volte o filho que se perdeu da inocência da infância...
Que volte o filho que se perdeu no mundo...
Mas elas esperam...
esperam porque sabem que um dia, cedo ou tarde, eles voltarão...
com seus corações de criança...
com seu ar maroto de meninos...
com seus conflitos de adolescentes...
com suas preocupações de adultos...

E que neste coração, que no domingo não vai ver o beijo do filho,
eles encontrem sempre a Paz da palavra, a confiança do Amor
e a Serenidade dos Anjos.

E que aí o coração será, sim, covarde, covarde porque não terá como segurar a lágrima, não conseguirá reprimir o suspiro,
não poderá esconder a emoção...
terá o coração, a covardia mais valente...
a valentia do sentimento...
a sabedoria do perdoar...
a grandeza do dizer...

Feliz Dia das Mães, mães de filhos ausentes...

Sérgio D. S. Couto