Gente como a gente

Eu sou parte da terra

As guerras entre os conquistadores do Oeste americano e os índios tornavam-se cada vez mais violentas. Pouco antes de morrer, o pai do Cacique Joseph (1840-1904) chamou-o:
“Meu filho, meu corpo em breve voltará a Mãe Terra”, disse. “Quando eu partir, esta terra é a tua herança. Não estou deixando dinheiro, riquezas, e o poder que agora você recebe não é motivo de orgulho, mas de responsabilidade. Deixo em tuas mãos o solo em que pisas, e o nosso povo; espero que sejas digno disso. Em breve, o homem branco nos cercará por completo, e vai tentar comprar nossa Mãe. Lembre-se que meu corpo está ali, que sou parte Dela”.
Joseph pegou a mão de seu pai, apertou-a contra seu peito,
e prometeu jamais vender a terra.
O branco tentou comprar, e o cacique não vendeu.
Vieram combates cada vez mais sangrentos, e Joseph liderou seu exército contra os soldados americanos.
Quando foi capturado, perguntaram porque defendia uma causa perdida.
“Um homem não vende os ossos de seu pai”, disse o cacique.

A morte anunciada

Em meados de 1970, quando estava prestes a completar seu doutorado
em Física, o cientista Stephen Hawking - já então portador de uma doença que ia paralisando seus movimentos - escutou um médico
dizer que tinha apenas dois anos de vida.
“Então posso tentar entender o Universo, porque não vou mais precisar pensar em coisas como aposentadoria e contas a pagar”, resolveu.
Como a doença progredia rapidamente, foi obrigado a criar fórmulas simples para explicar, no menor espaço de tempo possível,
tudo aquilo que pensava.
Dois anos e meio se passaram, vinte anos se passaram, e Hawking continua vivo. É capaz de comunicar suas idéias abstratas através de um pequeno computador acoplado a sua cadeira de rodas, e que possui apenas 500 palavras diferentes. Escreveu o clássico “Uma breve história do tempo” e foi responsável por uma nova visão da Física moderna. A doença, ao invés de conduzi-lo a invalidez total,
forçou-o a descobrir uma nova maneira de raciocínio.

Não esqueça os maus

A seguinte oração foi encontrada entre os pertences pessoais
de um judeu, morto num campo de concentração:
"Senhor: quando vieres na Tua glória, não te lembres apenas dos
homens de boa vontade; lembra-Te também dos homens de má vontade.
"E, no dia do Julgamento, não Te lembres apenas das crueldades, sevícias, e violências que eles praticaram: lembra-Te também dos frutos que produzimos por causa do que eles nos fizeram.
Lembra-Te da paciência, da coragem, da confraternização, da humildade, da grandeza de alma e da fidelidade que nossos carrascos
terminaram por despertar em nossas almas.
"Permite então, Senhor, que os frutos por nós produzidos possam
servir para salvar as almas dos homens de má vontade."