Insônia

Minha insônia me obriga
A contar carneirinhos,
Ouvindo música relaxante e
Lembrar de doces momentos
Já que vivê-los, hoje,
É quase impossível.

Meu coração, vazio e vadio,
Tornou-se um deserto.
Minha esperança vaga,
Procurando um oásis
Para matar essa sede
De amor e de carinho.

Os anos passaram,
A vida passou,
E, agora, tudo pesa.

Pesa ir em busca de um amor
Para morar num coração
Quase morto de desgosto,
Pelo grande vazio que, nele,
Insiste em gritar:
Quero, de novo, amar!!!

Mas, sem amor,
Nada vale a pena
E só me resta penar.
Então, são só carneirinhos
Que sobram para contar,
Esperando a insônia passar.

Eleonora
26.07.02 - 3h30