Inveja...

Inveja... sim, inveja, minha cara amiga...
Ela está lhe matando devagar, pouco a pouco...
Contaminando sua alma, envelhecendo seu rosto.
Por acaso você achou que eu não percebia?...
Não amiga, quis apenas dar-lhe chance
de se
redimir, de notar o quanto esse sentimento é vil.
Eu nunca estive enganada, apenas prossegui...
Por lhe querer bem, nada falei; por lhe querer demais,
passei por cima das dores, dos provocados desgostos...
Fingi não notar sua soberba, passei por burra e indefesa, mas saiba que sempre é mais feliz quem ama.
Não sou perfeita amiga, nem pretendo ser...
Tampouco atiro pedras em vidraças...
Nunca sorrirei da sua solidão ou desgraça.
Compreenda que também sinto, tenho coração...
Mesmo assim desejo-lhe sorte, força e coragem,
para vencer a inveja que lhe entorpece a razão,
que tira seu sono e não lhe deixa descansar...
Desse jeito, amiga minha, não sei onde você irá parar...
Por que em tudo você vê o mal?
O que é a vida pra você afinal?
Hoje sou eu e depois quem será?
Entenda, a inveja é uma doença que envenena devagar, matando as esperanças, tirando a razão de viver...
Quem é mais forte amiga, ela ou você?
Que pena sinto de tudo isto, que dor terrível
toma meu ser, pois apostei em nossa amizade, queria-lhe bem de verdade, você era uma irmã, aquela para quem
eu corria contar as novidades...
Não amiga, não posso aceitar sua falsidade...

choro, por mim, por você... por ver que um sentimento
puro vai sendo enlameado por vaidades,
que o túmulo esconde e a terra cobre...
De Deus, nada podemos ocultar.
Tudo o que escondermos, Ele
descobre...
Não sou santa, nem desejo ser...
Sou apenas uma ex-amiga, 
uma pessoa que se deu inteira...
Acreditando ter encontrado uma irmã verdadeira!

Mari Trujillo