Morrendo de fome

Em plena tempestade de neve, o viajante chegou ao convento.
- Estou morrendo de frio e de fome, e não tenho
como ganhar meu sustento; preciso comer.
Acontece que, justamente naquele dia, a tempestade havia impedido os monges de reabastecerem a dispensa, e não havia absolutamente nada para comer ou beber. Compadecido, o abade abriu o sacrário, tirou as hóstias consagradas e o cálice de vinho, e fez com que o estranho se alimentasse com eles.
Os outros monges ficaram horrorizados: - Isso é um sacrilégio!
- Por que sacrilégio? - respondeu o abade. - Vocês ouviram falar de David, que comeu o pão do tabernáculo quando passava fome.
Cristo curava no sábado, sempre que era necessário.
Eu apenas coloquei o espírito de Jesus em ação: amor e misericórdia agora podem fazer seu trabalho.