Mulheres solteiras

Ficou designado, pejorativamente, que a mulher que não se casou, que não teve essa oportunidade na vida seria chamada de solteirona, de tia,
de encalhada. Na maioria das vezes essas mulheres também não experimentaram a maternidade, uma benção que transforma toda
e qualquer mulher em um ser melhor e mais sensível.
Costumam dizer que as solteiras são pessoas frustradas, problemáticas, que carregam dentro do peito um rancor e uma mágoa indescritíveis pela vida.
Obviamente que construir uma família, por mais que muitas mulheres modernas insistam em dizer que não, é um desejo secreto de todas.
Não importa se uma mulher se casou uma, duas, três vezes e se, porventura, essas uniões em algum momento foram rompidas. Ela tem uma história pra contar e por algum tempo, que pode ter sido curto ou longo, uniu-se a alguém , foi feliz e gerou filhos.
Dizem que a mulher que nunca se casou cultiva um ranço de inveja por aquelas que se casaram pois se imaginam preteridas pelos homens, embora jamais digam isso e falem sempre que ficar solteira foi uma opção de vida.
A partir daí, comentam que, elas começam a ter comportamentos estranhos, atitudes mesquinhas, covardes, pequenas, más, insensatas que chegam a beirar a insanidade na ânsia de atingir outras mulheres que, possivelmente, são o retrato do que elas desejariam ser. Claro, são aquelas mulheres que se realizaram e que continuam tendo seus relacionamentos estando
ainda casadas ou não.
Dizem, também, que a maioria das solteiras por mais que se realizem em outros setores da vida, o profissional por exemplo, jamais conseguem
assumir o fracasso do seu lado afetivo.
Mas será possível que o simples fato de ficar solteira afeta o andamento
e o discernimento da vida de certas mulheres?
Talvez sim, talvez de poucas, talvez não, sinceramente nem sei.
Caráter vem de berço e a falta dele, também.
Mulheres que sentem prazer em destruir relacionamentos de terceiros por inveja, maldade, obsessão, paranóia, mulheres que se dão ao trabalho de armarem grandes planos e enormes tramóias para separarem casais não fazem isso porque são solteiras, fazem isso porque são frustradas e de certa forma doentes e a doença que elas desenvolveram é a doença da alma.
O terrível é que a doença que se alastra dentro da alma dessas mulheres
não tem cura, sequer um tratamento para amenizá-la.
Possivelmente, em algum momento de nossas vidas, seremos atingidas por uma dessas mulheres ou por várias, mas o que realmente importa é que cedo ou tarde elas sempre são desmascaradas porque possuem uma falha fatal, são óbvias demais, são, invariavelmente, previsíveis.
Eu tenho certeza que o estado civil de uma mulher não altera a
sua conduta diante da vida e diante dos seres humanos.