Ninguém pode mudar um caipira
Adalberto e Adriano

Moça eu não quero ir embora
De certas eu não abro mão
Você sente saudade da cidade
E eu não arredo o pé do meu sertão
Moça seu lugar é diferente
Tem asfalto, prédio alto e metrô
Mas eu já estou acostumado
Com a vida simples de um lavrador
Sou amigo das estrelas
Falo com a natureza
A terra é meu primeiro amor
Nela eu vou plantar o milho
Nela eu vou criar meus filhos
Me aceite como eu sou
Ninguém pode mudar um caipira
Nem mesmo o amor que eu sinto por você
Porque um caipira na cidade
Do sertão sente saudade
Perde o gosto de viver