O mais intenso
de todos os afetos

Não existe aparelho que possa medir,
no entanto é possível garantir
que de todos os afetos que foram criados,
o das mães, para com seus filhos,
é o mais forte e mais bem elaborado.
Mãe ama diferente
de toda espécie de gente
que existe nesse mundo.
Mãe ama tão profundo
que nem ela mesma
consegue dimensionar
o tamanho do amor que é capaz de doar.
Mãe ama na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
em estado de graça
ou no auge da descrença.
Amor de mãe é muito diferente,
é escandaloso, é urgente,
é emocionado, é independente.
É simples, é inocente,
por vezes, se faz até inconveniente.
Mãe não sabe amar pela metade,
ama em extrema quantidade,
com a melhor qualidade.
Esse é o único amor permanente,
tem minuto certo pra começar
e não tem hora pra acabar.
Ele floresce na concepção,
em seguida arrebata o coração
de qualquer tipo de mulher
esteja ela na idade que estiver
e haja o que houver,
impávido, ele se sustentará.
Nem mesmo a traiçoeira da morte
tem poderes para acabar
com o amor existente
no peito de uma mãe.
Tal amor é onipresente,
resistente, persistente
e, mais que tudo isso,
ele é incoerente.
Filhos não precisam ser perfeitos,
honestos, honrados e direitos
para que sejam amados por suas mães.
Eles podem ter todos os defeitos,
podem ser causa perdida,
podem ser como uma ave abatida,
ainda assim, por elas serão amados
e em seus corações eternizados.
O mais intenso de todos os afetos
só não aprendeu a ser discreto.

Afeto = A(mor) + Feto

Silvana Duboc