O preço de ser amado

Em algum momento da vida – provavelmente ainda na infância –,
as pessoas inseguras começaram a ser privadas da chance de
exercer sua autoridade. As crianças obedientes recebiam tudo
com mais facilidade; as rebeldes eram castigadas.
A educação as transformou em jovens atentos e comedidos,
uma verdadeira maravilha para os adultos.
No entanto, para obter esse resultado satisfatório foi necessário moldar seu caráter obstinado.
“Eu quero” se transformou em “se você quiser”.
Era o preço de ser amado. Mais tarde, essas crianças obedientes
e amáveis se tornaram adultos flexíveis demais,
que renunciaram a uma parte de sua autoridade.
Abandonar o papel de vítima significa fazer uso de toda a nossa autoridade, o que nos ajudará a não emitir sinais equivocados
diante de um possível agressor.
Não é necessário demonstrar vaidade; basta permitir que a autoconfiança nos envolva como se fosse uma aura.
Assim, não deixe que o mau humor
e o estado de espírito negativo do outro o afete.
Quando você se rebaixa, convida o outro a pisoteá-lo.
Quando você aparenta ser uma ovelha indefesa, atrai lobos ferozes.
O agressor prefere enfrentar pessoas que ignoram seu próprio poder.
Ele não sai por aí procurando briga, mas gosta de se sentir por cima, fator típico de quem precisa pisar no outro para se sentir superior,
já que não consegue, pelo próprios méritos, se sentir amado,
se sentir desejado, se sentir no direito de ser feliz...