O pulsar do sonho

Não me sentiste em carícias sonhadas Contendo a respiração?
As minhas mãos transpiradas
Tremendo de emoção?
Meu coração pequenino
Lutando contra o destino?

Não sentiste o horizonte
Dos meus olhos sonhadores?
Nem o perfume do monte
Que se vestiu de flores?
Mas eu te sonhei
Em insones madrugadas!

A tua roupa rasguei
O teu corpo desnudei
Com nossas bocas seladas!
Mudas, bebendo silêncios
Ávidas, aspirando sonhos
Loucas, percorrendo o céu

Onde tu e eu
Como nuvens empurradas
Pelo vento eterno
Sentimos o inferno
De ousar
Sonhar!

Fernando dos Santos