Poema à toa

Não amo a cor dos olhos,
amo o olhar
Não amo a brancura dos dentes,
amo o sorriso
Não amo o contorno dos lábios,
amo o beijo
Não amo o formato dos braços,
amo o abraço
Não amo o alongado dos dedos,
amo a carícia
Não amo as curvas das pernas,
amo o andar
Não amo o volume dos seios,
amo o aconchego
E que bom não seja isto uma escultura,
seja apenas um poema à toa
Porque não amo um corpo,
amo uma pessoa.

Moacyr Sacramento