Regras do Amor

Já que você acredita que ama a pessoa com quem convive, atenção aos detalhes da relação: não de descuide, não despreze as pequenas gentilezas, não deixe de dar atenção, seja um bom ouvinte; na paciência, uma expressão segura de carinho; no gesto e nos toques, a demonstração de segurança;
nas lembranças, a manutenção da chama desse amor.
Seja parceiro do seu amor, estabeleça regras de convivência, esqueça celular e Internet, abuse de beijos e abraços, envolva-se no dia da pessoa amada, mas não se agarre no que não lhe compete, apenas, participe sem querer dominar.
Se o ciúme te incomodar, converse francamente, ria da sua própria insegurança, pedindo atenção, ao invés de cobranças de atitudes, ou mudança de comportamento, diga que está carente, e redobrem a atenção, um para com o outro.
Não queiram ter razão sobre nenhuma discussão; todo amor termina quando um tem razão, porque o outro também tem e, nesse meio dividido, o amor vira uma canoa sem rumo, vira barco perdido, e quem achar que tem mais razão, vencendo pela teimosia, acaba magoando o coração, ficando com o orgulho cheio, mas na solidão, na incompreensão de si mesmo, porque
o amor tem razões que a si mesmo bastam, e todo dia pede, simplesmente, um pouco de atenção.

Paulo Roberto Gaefke