Rumos

Como saber a hora e o lugar,
Como sentir o sinal e a vez,
Se o relógio não pode parar,
No sentimento que existiu, talvez...

Como seguir sem ter a rota certa,
Como voltar no tempo que passou,
Se, lá na frente, a fronteira aberta,
Nega o aceite à tralha que restou.

Na incerteza dessa encruzilhada,
Nos desacertos da alma cansada,
Senta o vivente para repensar

Tenta seguir a voz do coração
Mas eis que escuta forte a razão:
- Levanta e segue um novo começar!

Lêda Mello