Sozinhas, mas felizes!

Muitas mulheres estão atualmente sozinhas, mas felizes.
Algumas ainda estão em busca da felicidade.
Onde está a felicidade?
Está em ter saúde, qualidade de vida, um bom emprego,
ter amigos... e... o principal: Amor.
Amar e sentir-se amado(a) é a chave da felicidade para muitas pessoas. Mas para buscar essa tal felicidade, quando a mesma está baseada em um relacionamento a dois, precisamos compreender os motivos que nos levam a achar que é tão difícil sermos felizes.
Outro dia eu fiquei surpresa enquanto conversava com
alguns rapazes na faixa etária de 20 a 30 anos, que me falavam
de suas preferências por mulheres mais velhas.
Questionei qual o motivo e eles responderam que as
mulheres mais jovens, que estão solteiras, de 20, 25,
30 anos, não querem relacionamento sério, só querem
curtir o momento a dois, e depois... bye bye!
E estes rapazes, dizem-se vítimas da revolução feminina
do século! Sentem-se solitários, vivem carentes, querem
amar, mas as mulheres só querem curtir...
E acham que a felicidade deles está em se relacionarem
com mulheres mais velhas, de 40/50 anos. Impressionante!
Eu pensei... como os tempos mudaram!
Há algum tempo atrás, as mulheres jovens preferiam um relacionamento sério, e fugiam dos rapazes que quisessem
apenas curtir o momento... a situação inverteu-se!
Para que eu pudesse entender o motivo dessa revolução  feminina, fiz um apanhado de acontecimentos anteriores, fatos que presenciamos no decorrer das últimas décadas.
Vamos fazer uma pequena viagem no tempo... não precisamos ir muito longe não...voltando nas últimas 3 décadas, ou seja, dos anos 70 até hoje: Quem nunca viu uma mãe, uma tia,
uma amiga, uma comadre, uma vizinha, uma irmã ou
uma conhecida ser traída pelo marido ou namorado?
É claro que a infidelidade sempre aconteceu, desde o início
dos tempos! Mas nas últimas décadas intensificou-se de tal
forma que o homem que, além de sua matriz,  não tivesse
uma filial, não seria considerado um homem de verdade.
O homem vivendo sua insatisfação e desejo de renovação.
Não sejamos radicais, claro que há exceções.
Ainda existem homens que são fiéis às suas esposas.
São casos muito raros, mas existem!
Mas infelizmente a grande maioria não o é.
Todos nós passamos nossas vidas inteiras, vendo essas traições acontecerem e levarem por água-a-baixo muitos relacionamentos que poderiam ter sido para toda uma vida. Muitos homens abandonavam suas mulheres, trocando-a por uma mais jovem. Quem não viu isto acontecer, que levante a mão! Todos vimos... E ainda vemos! Muitos enganam suas mulheres quando as fazem pensar que elas são as únicas em suas vidas, quando na verdade, existem outras por debaixo dos panos!
De outros panos, diga-se de passagem.
A mulher é um ser muito inteligente e perspicaz: quando
ela não quer ser enganada, ninguém a consegue enganar.
O que as mulheres de algumas décadas atrás queriam?
Essas mulheres queriam felicidade aliada à fidelidade. 
Casavam-se para dedicar-se inteiramente
aos maridos, para satisfazê-los, alimentá-los, apoiá-los, acompanhando-os por toda a vida... na saúde e na doença...
na alegria e na tristeza... mas os homens traíam e traem
com uma naturalidade impressionante, e ao mesmo
tempo exigiam que suas parceiras fossem fiéis.
Mas acontece que a mulher não aceita o papel de submissa, porque ela, como todo ser humano que se preze,
tem a sua personalidade! E que personalidade!
A mulher quer ser valorizada, amada.
Dentro de um relacionamento, ela quer ser a única!
Essas meninas de hoje, de 20, 25 anos, que não querem nada sério com os homens de hoje, são as filhas dessas mulheres que foram traídas, enganadas, colocadas em segundo plano por seus parceiros. Daí, deu-se essa revolução.
A revolução feminina em relação ao sexo oposto aconteceu ao longo das últimas décadas, quando a mulher conscientizou-se de que casamento não seria um futuro feliz para elas,
pois o sofrimento causado pela traição seria inevitável
e elas não queriam sofrer. Hoje as mulheres  casam-se
com os seus empregos, colocam-se em primeiro lugar.
As mulheres da minha época, sempre sonharam em sentir-se felizes vivendo um bom relacionamento a dois, e que fosse satisfatório: repleto de carinho, atenções, cuidados, companheirismo, cumplicidade e fidelidade. Tudo isso a dois! Para muitas de nós, uma boa parcela da felicidade
estava exatamente aí.
As mulheres do meu tempo, foram educadas e formadas
para serem felizes! É por isso que não aceitamos a infelicidade como companheira de vida.
A infidelidade devasta os nossos sonhos,
derruba os nossos castelos de amor.
Quando amamos, somos capazes de perdoar, de dar uma segunda chance, mesmo magoadas, feridas, somos fortes o suficiente para passar por cima da nossa dor e continuar, mesmo com as nossas asas quebradas, vamos seguindo em frente...em nome do amor que sentimos, em nome da  família que queremos unida, pelos filhos que precisam dos dois... disfarçamos, fingimos que o coração não sangra e vamos seguindo pela vida...
Somos fortes, sabemos superar, somos MULHERES!
Mas com o passar dos tempos, temos obrigatoriamente,
que mudar o foco da nossa felicidade; que, hoje, ela não
se baseie apenas em um relacionamento a dois,
mas também em realizações pessoais!
Se tivermos que ficar sozinhas para evitarmos o sofrimento da traição, que fiquemos sozinhas, priorizando o nosso lado
pessoal, o trabalho, os amigos, o lazer, a família...
Sozinhas... mas felizes!
Enquanto o verdadeiro amor não vem...

Lisiê Silva