Um gole de vinho e uma flor

Derrama este vinho em mim...
Sobre meu corpo em brasa
Deixa que escorra pelos mamilos
Ventre abaixo em direção às pernas
Sorva deste veneno em goles pequenos
Intercalados pela ofegante respiração
Beija-me a boca!Beija!
Quero beber deste vinho...
Sentir o sabor da língua tua
Me embriagar deste prazer sem fim
Ir do céu ao inferno a cada investida
Do teu corpo pesando sobre o meu
Nossos espíritos fundidos, qual prata e ouro
No calor do nosso amor,
Do desejo que não cessa...
Ama-me assim, banhada em vinho
Misturada ao suor dos nossos corpos
E depois de tudo...
Tira do vaso a flor,
deposita em meu dorso nu
Adormecida, cansada de amor...

Silvana Cervantes