Um grito de liberdade

Em algum momento eu ia precisar
dar meu grito
sem ninguém me escutar.
Só a você dei o direito de ouvi-lo
e comigo reparti-lo.
Gritamos juntos.
Eu, porque precisava
e você me acompanhava.
Sem perguntas, sem censuras
dividimos uma noite especial
e fizemos o papel do bem e do mau.
Nos meus olhos havia a esperança
e nos seus a felicidade de uma criança.
Gente, bebida, música e orgia.
Beijos, abraços, carinho e alegria.
Eu e você
não precisava de mais nada, pra quê?
Confidências, exposição de carências,
olhos nos olhos,
palavras que foram escapando dos lábios
expondo uma frieza que não é verdadeira.
Dentro desse peito bate um coração
que não é feito de gelo, nem de poeira.
Corpos que foram se enroscando,
a antiga atração que foi aumentando,
a noite que foi passando
cheia de claridade e amizade.
É, ninguém poderá entender
o que você significa pra mim
e eu pra você.
Só nós sabemos que entre a gente é assim,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
na riqueza e na pobreza.
Casamento????
Não, é bem mais,
é divino nosso envolvimento.

Silvana Duboc